Violência Cotidiana no Transporte Coletivo e Perspectiva de Lutas para 2014

Gabriel Teles Viana

Resumo


O tema da violência é recorrente em nossas vidas cotidianas. Tamanha é a sua dimensão que impera-se fracioná-lo em tipos específicos: violência física, sexual, psicológica, verbal, urbana, rural e etc. Todavia, o núcleo que une todas estas especificidades é o fato da violência expressar a imposição de algo a outrem. Pretendo aqui denunciar um outro tipo específico de violência, e sua legitimação ocorre justamente através de seu ocultamento, que são as violências cotidianas. Um dos fundamentos do cotidiano comum é a sua naturalização; tornamos como natural a nossa rotina através da construção de um cotidiano. Portanto, as violências cotidianas são uma manifestação concreta da violência que passam praticamente despercebidas pela população (sobretudo para os trabalhadores, que são os que mais sofrem com ela), pois a naturalizamos e criamos a imagem de que elas não são uma violência autêntica como as outras. Esta evidente banalização das violências cotidianas compreende um processo que fortalece aqueles (Estado, empregos humilhantes e etc.) que nos impõem um modo de vida pautado na resignação e no medo, criando uma onda de passividade que ao em vez de lutar pelos direitos básicos de uma vida digna, aceitamos sem ao menos questionar o que está sendo imposto.


Texto completo:

Texto Completo


DOI: http://dx.doi.org/10.2322/rpo.v1i1.35

Apontamentos