Poeticus
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<p>A <strong>Poeticus – Revista de Poesias, Artes e Reflexões</strong>, publicação do <a href="https://cirpoeint.blogspot.com/">MOVINTER</a> – Movimento Intervencionista, ISSN: 2359-3725, vem para trazer uma contribuição para divulgação de poesias e outras manifestações literárias, bem como com reflexões sobre poesias e outras artes. Aqui a arte não é vista apenas como entretenimento e nem como algo autônomo em si, nem a poesia. As diversas produções artísticas são produtos sociais e históricos, que materializam os valores, sentimentos, representações, inconsciente, interesses, daqueles que as produzem. A <strong>Revista Poeticus</strong> está aberta a diversos tipos de produções artísticas e reflexões sobre elas, apesar de partir de uma posição intervencionista, na qual a arte deve intervir na sociedade para transformá-la e assim criar as condições de sua própria transformação. A arte pela arte é ilusória e produto de ideologias de certos setores da sociedade. A beleza da arte se manifesta quando ela concretiza os sentimentos mais sublimes, os valores mais autênticos, as concepções mais verdadeiras, as necessidades mais prementes, os interesses mais nobres e quando isso se materializa na forma mais agradável e estruturada. A arte pela arte é uma coisa abjeta e desumana e a arte para a emancipação humana é a sua mais bela manifestação. Assim, convidamos a todos os artistas, profissionais ou não, todos os seres humanos que desenvolvem sua potencialidade criativa sob uma forma ou outra, a colaborar com a <strong>Poeticus</strong>, seja enviando poesias, contos, crônicas, artigos sobre arte ou poesia, entre outras possibilidades, e assim contribuir com a produção e divulgação de uma arte intervencionista na luta cultural por um mundo radicalmente diferente. E como já dizia um poeta:</p> <p>“A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo” (Maiakóvski).</p> <p>Então é hora de retirarmos nossos martelos do depósito e começarmos a martelar!</p>GPDSpt-BRPoeticus2359-3725Debates sobre o lirismo na correspondência de Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade
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<p>Este artigo analisa as concepções de lirismo presentes na correspondência entre Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade, destacando como suas trocas epistolares contribuíram para o desenvolvimento da poética de ambos e para o movimento modernista brasileiro. Por meio da “crítica informal” registrada nas cartas, identifica-se a busca conjunta por um lirismo que equilibrasse subjetividade, autenticidade e uma linguagem nacional moderna. O estudo evidencia como Mário atuou como um mentor crítico para Drummond, ajudando-o a superar influências excessivamente racionalizadas e a explorar uma expressão poética mais visceral e inovadora. Ao mesmo tempo, o artigo reflete sobre o papel da correspondência enquanto espaço de legitimação das inovações modernistas, promovendo o diálogo entre a subjetividade individual e as demandas coletivas do movimento literário.</p>Walisson Oliveira Santos
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2025-12-272025-12-27913A Árvore do desejo
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<p>Conto reflete sobre desejo, ambição, bestialidades e a possibilidade da utopia.</p>Lucas Maia
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2025-12-272025-12-27913A Missão
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<p>Conto sobre as aspirações um executivo frustrado.</p>Saulo Barreto Lima Fernandes
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2025-12-272025-12-27913O Cão de Pavlov
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<p class="" data-start="97" data-end="460">O poema explora a condição humana diante da alienação, da obediência condicionada e da falsa sensação de liberdade. Inspirado na metáfora do experimento de Pavlov, o eu lírico narra uma pessoa que reage mecanicamente a estímulos — o sino, a navalha, o cheiro do bolo — que evocam sensações de liberdade, beleza e segurança, mesmo quando está claramente preso, ferido ou iludido. Essa repetição de respostas condicionadas simboliza como muitas vezes internalizamos a violência, a dominação e as confundimos com escolhas ou conquistas pessoais. O verso final — <em data-start="627" data-end="695">“Até quando dançaremos ao ritmo de uma música que não escolhemos?”</em> — questiona essa passividade coletiva e propõe uma reflexão sobre o quanto nossas ações são realmente livres.</p>Mateus Alexandre Alves
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2025-12-272025-12-27913Noluntas
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<p><em>Noluntas</em> é conceito schopenhauriano. Se dá quando a vontade se dobra sobre si mesma e se pergunta pelo preço da insistência em querer. Entre o lampejo de uma estrela já extinta e o calor de um café que esfria, ascenamos para a distância que separa o impulso animal da aspiração a sentido. Sem respostas prontas, esboça a possibilidade de libertar‑se por um breve segundo do ruído interior que nos move — e talvez nos consome —, convidando à contemplação do intervalo onde a vida respira silenciosa.</p>Israel Simplicio Torres
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2025-12-272025-12-27913Onde Teus Pés Tocam
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<p><!--StartFragment --></p> <p>Onde Teus Pés Tocam é um poema‑manifesto que transforma o ato de caminhar em metáfora de memória e resistência: cada passo carrega marcas indeléveis de dor, desejo e ancestralidade, fundindo corpo e cidade em imagens de suor, pele e concreto. O texto denuncia a impossibilidade de apagar rastros históricos, afirma que prazer e revolta se entrelaçam e conclui que o calor deixado pelos que vieram antes permanece vivo, coletivo e impossível de silenciar. Cada passo é cicatriz e incêndio — e quem se atreve a ler, pisa junto. <!--EndFragment --></p>Marcelo Calderari Miguel
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2025-12-272025-12-27913Pedras no Sapato e Outros Desastres
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<p>Considerações irónicas acerca do que, por vezes, nos parecem problemas sem solução, porém não passam de "pedras no sapato".</p>Inês Pereira
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2025-12-272025-12-27913Cronos Telúrico
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<p style="font-weight: 400;">Cronos telúrico, uma poesia de Adriano Versiani.</p>Adriano Versiani
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2025-12-272025-12-27913O Abate
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<p>O poema trata da luta de classes na sociedade de forma metafórica.</p>Luiz Fernando Pereira de Oliveira
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2025-12-272025-12-27913Jarro
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<p><em data-start="311" data-end="320">“Jarro”</em> é um poema de tom simbólico e existencial que reflete sobre a herança da dor humana. A imagem do jarro que transborda evoca o limite da contenção e o peso da culpa que atravessa gerações. Entre o cósmico e o íntimo, o texto constrói um diálogo entre inocência e violência, infância e humanidade ferida. Com linguagem concisa e ritmo contido, o poema propõe uma meditação sobre o que resta quando a pureza é manchada pela repetição da miséria dos homens.</p>Henrique Morrone
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2025-12-272025-12-27913Charme e carrapicho
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<p>Poema de Maria Emannuelle Cardoso.</p>Maria Emanuelle Cardoso
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2025-12-272025-12-27913Arquivística e Pasmo
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<p><!--StartFragment --></p> <p>Arquivística e Pasmo (<em>Archives and Astonishment</em>) é um manifesto que rasga a ideia de neutralidade e expõe o arquivo como campo de poder e exclusão. Cada documento é mais que papel: é vida interrompida, memória condenada ou voz silenciada. O texto provoca ao mostrar que o esquecimento não é falha, mas política; que o algoritmo não é acesso, mas obediência. E chama à ação: arquivar é desobedecer, é insurgir contra o apagamento, é segurar o que querem soltar. Não se trata de guardar passado, mas de disputar futuro — porque quem arquiva decide quem existe. <!--EndFragment --></p>Marcelo Calderari Miguel
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2025-12-272025-12-27913