https://redelp.net/index.php/rma/issue/feedRevista Marxismo e Autogestão2026-06-21T16:21:43-03:00Open Journal Systems<p>A Revista <em>Marxismo e Autogestão</em> é uma iniciativa do blog <a href="https://marxismoautogestionario.blogspot.com/">Marxismo Autogestionário</a> e é voltada para a publicação de artigos e traduções que remontam o pensamento autogestionário de Karl Marx e daqueles que deram prosseguimento ao mesmo, bem como a crítica a todo o pensamento que deformou e quis retirar o seu caráter revolucionário. Nesse sentido, as seções da revista permitem diversas possibilidades temáticas, como análise da teoria marxista e de autores marxistas, análises marxistas sob as mais variadas temáticas, bem como a análise crítica do pseudomarxismo, a análise do capitalismo e luta de classes na sociedade moderna e a luta operária no seu interior, entre outras manifestações, além de possibilitar a discussão sobre autogestão numa abordagem marxista, seja através da crítica das ideologias deformadoras do projeto autogestionário, seja através da exposição das principais teorias e teóricos da autogestão.</p>https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1728O Marxismo como Expressão Teórica Revolucionária2026-04-10T07:36:03-03:00Lisandro Bragaaaa@redelp.net<p><strong><em>Resumo: </em></strong>O artigo analisa o marxismo como expressão teórica revolucionária vinculada à formação histórica do proletariado. Parte-se da constituição da sociedade capitalista e das revoluções burguesas, especialmente a Revolução Francesa, que introduzem o proletariado na luta de classes sob hegemonia burguesa. Mostra-se como a experiência concreta das insurreições — de 1830, 1848 e da Comuna de Paris — evidencia os limites da república burguesa e impulsiona a autonomização proletária. O texto critica interpretações acadêmicas que esvaziam o caráter revolucionário do marxismo e destaca seu antagonismo fundamental à episteme burguesa. Sustenta-se que o marxismo, fundado por Karl Marx a partir da luta operária, constitui um campo teórico próprio, baseado no método dialético e na perspectiva do proletariado. Conclui-se que o marxismo é uma teoria da revolução social e a forma mais elaborada de expressão consciente do proletariado na luta contra a dominação capitalista.</p> <p><strong><em>Palavras-chave:</em></strong> Revolução Burguesa. Episteme Burguesa. Revolução Proletária. Karl Marx. Episteme Marxista.</p> <p><strong><em>Resumen: </em></strong>El artículo analiza el marxismo como una expresión teórica revolucionaria vinculada a la formación histórica del proletariado. Parte de la constitución de la sociedad capitalista y de las revoluciones burguesas —en especial la Revolución Francesa—, que introducen al proletariado en la lucha de clases bajo hegemonía burguesa. Se muestra cómo la experiencia concreta de las insurrecciones de 1830, 1848 y de la Comuna de París evidencia los límites de la república burguesa e impulsa la autonomización proletaria. El texto critica interpretaciones académicas que vacían al marxismo de su carácter revolucionario y destaca su antagonismo estructural con la episteme burguesa. Se sostiene que el marxismo, fundado por Karl Marx a partir de la práctica obrera, constituye un campo teórico propio, basado en el método dialéctico y en la perspectiva del proletariado. Se concluye que el marxismo es una teoría de la revolución social y la forma más elaborada de expresión consciente del proletariado en la lucha contra la dominación capitalista.</p> <p><strong><em>Palabras-clave: </em></strong>Revolución Burguesa. Episteme Burguesa. Revolución Proletaria. Karl Marx. Episteme Marxista.</p> <p><strong><em>Abstract: </em></strong>The article analyzes Marxism as a revolutionary theoretical expression linked to the historical formation of the proletariat. It begins with the constitution of capitalist society and the bourgeois revolutions—especially the French Revolution—which introduce the proletariat into the class struggle under bourgeois hegemony. It shows how the concrete experience of the insurrections of 1830, 1848, and the Paris Commune reveals the limits of the bourgeois republic and drives proletarian autonomization. The text criticizes academic interpretations that empty Marxism of its revolutionary character and highlights its structural antagonism to the bourgeois episteme. It argues that Marxism, founded by Karl Marx on the basis of working-class practice, constitutes a distinct theoretical field grounded in the dialectical method and in the proletarian perspective. The article concludes that Marxism is a theory of social revolution and the most developed form of the proletariat’s conscious expression in the struggle against capitalist domination.</p> <p><strong><em>Keywords: </em></strong>Bourgeois Revolution. Bourgeois Episteme. Proletarian Revolution. Marxist Episteme.</p>2026-04-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1742Libertação Proletária e Revolução Social2026-05-31T18:54:47-03:00Karl Marxaaa@redelp.net<p>Fragmento da obra "A Miséria da Filosofia" na qual Marx aborda a questão da libertação proletária.</p>2026-05-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1725Marxismo, Psicanálise e Realidade2026-04-09T09:16:38-03:00Erich Frommaaa@redelp.net<p>Ao longo dos últimos 35 anos, escrevi muitas obras nas quais – sob diferentes perspectivas – tentei explicar que não existem apenas pontos de convergência entre o marxismo e a psicanálise, mas também uma interdependência intrínseca entre ambos. Isso significa que acredito não apenas que uma síntese seja possível, mas também que é uma necessidade existencial. Marx e Freud têm em comum o fato de que ambos – o primeiro contrariando a sociologia pré-marxista, o segundo contrariando a psicologia anterior – se preocupam não tanto com fenômenos superficiais, mas sim com forças motrizes que atuam em certas direções e com intensidade variável, e que evocam fenômenos mutáveis e temporários.</p>2026-04-09T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1743O OVO DA SERPENTE2026-06-05T10:30:58-03:00Nildo Viananildo@nildoviana.com<p>Já alguns anos há sinais nas ruas, casas, escolas, instituições, de que algo não está indo bem. Esse não é apenas um problema brasileiro, embora aqui a coisa ganhe certa especificidade e profundidade. Existem duas concepções que ajudam a explicar esse processo. Uma concepção é o marxismo, pois ele explica a dinâmica do capitalismo, fornece ferramentas intelectuais para compreender sua contemporaneidade e os processos sociais mais amplos. A outra concepção é a psicanálise, que, desde que assimilada pelo marxismo, ajuda a compreender os processos psíquicos derivados dessa sociedade e suas manifestações contemporâneas. O que vamos realizar aqui é uma análise da miséria psíquica promovida pelo capitalismo contemporâneo e como isso é não só chave para explicar certos processos e fenômenos psíquicos e sociais como também para observar uma tendência regressiva da sociedade capitalista, o que nos leva a encerrar com a questão da superação do capitalismo e da possibilidade da autogestão social.</p>2026-06-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1730Dia da Mulher2026-04-13T16:36:20-03:00Alexandra Kollontaiaaa@redelp.net<p>Alexandra Kollontai mostra a importância do dia da mulher para a luta operária, pois as mulheres trabalhadoras são parte importante da classe operária e as reivindicações gerais da classe devem contemplar as demandas específicas das operárias, como mulheres e como mães. Kollontai realização uma distinção da luta das mulheres trabalhadoras no interior do movimento operário da luta das "mulheres burguesas" e do feminismo. A verdadeira luta feminina ocorre no interior da luta operária e ambas são necessárias para um futuro marcado pela libertação humana.</p>2026-04-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1749Reflexões sobre a Revolução Proletária2026-06-21T16:21:43-03:00Nildo Viananildo@nildoviana.com<p>A revolução proletária é uma questão fundamental para o marxismo. Diante disso, apresentamos no presente artigo algumas reflexões introdutórias sobre o tema da revolução proletária, que são elementos para desenvolvimento futuro, caso seja possível, de uma teoria da revolução. Para entender a revolução proletária sob forma mais profunda, é necessário uma base teórica e metódica e por isso partimos do materialismo histórico e do método dialético e iniciamos apresentando os conceitos básicos que antecedem a discussão sobre revolução proletária. Após isso, discutimos a questão das revoluções sociais para, finalmente, tratar da revolução proletária e seus obstáculos, especialmente a contrarrevolução. Nesse sentido, o objetivo das reflexões aqui apresentadas é apresentar uma concepção geral e introdutória sobre a revolução proletária, que é, ao mesmo tempo, um esboço de alguns elementos para a constituição de uma teoria sobre o fenômeno revolucionário.</p>2026-06-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://redelp.net/index.php/rma/article/view/17262026: A Caminho da Selvageria ou da Autogestão?2026-04-09T09:20:44-03:00Revista Marxismo e Autogestãoaaa@redelp.net<p>Os últimos anos vem sendo marcadas pelo declínio da taxa de lucro médio e pelo prosseguimento do barbarismo cultural da sociedade capitalista, bem como por contradições e problemas diversos. Contudo, o processo de deterioração da vida humana continua e se aprofunda. Esse é o barbarismo contemporâneo, que é a antecâmara da selvageria (“não há nada tão ruim que não possa ficar pior”). Por isso a opção entre selvageria e autogestão deve ser colocada como a ordem do dia, a questão premente da atualidade e isso exige a responsabilidade e necessidade de lutar pela autogestão. </p>2026-04-09T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026