REGIME DE ACUMULAÇÃO INTEGRAL E REPRESSÃO PREVENTIVA

A intensificação do Encarceramento

Autores

  • Vyctor Hugo Guaita Grotti UFPR

Palavras-chave:

Regime de acumulação integral, repressão preventiva, encarceramento

Resumo

O artigo examina a intensificação do encarceramento no interior do regime de acumulação integral, fase contemporânea do capitalismo. Parte-se da hipótese de que cada regime de acumulação engendra formas específicas de repressão estatal, adequadas às suas necessidades de reprodução. No contexto atual, caracterizado pela precarização do trabalho e pela expansão do lumpemproletariado, observa-se a intensificação da repressão como forma de controle cotidiano das classes inferiores. A intensificação do encarceramento, especialmente a partir dos anos 1990, constitui uma de suas expressões centrais. A expansão da população prisional não se explica exclusivamente por variações nas taxas de criminalidade, mas relaciona-se à necessidade de disciplinamento social em um cenário de ampliação do lumpemproletariado. Conclui-se que o encarceramento contemporâneo não é mero efeito colateral de uma ou outra política criminal, mas elemento constituinte do Estado neoliberal e uma forma fundamental de controle das classes inferiores.

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Publicado

24-04-2026

Como Citar

Guaita Grotti, V. H. (2026). REGIME DE ACUMULAÇÃO INTEGRAL E REPRESSÃO PREVENTIVA: A intensificação do Encarceramento. Revista Enfrentamento, 21(32). Recuperado de http://redelp.net/index.php/renf/article/view/1710