WILLIAM MORRIS E A CRÍTICA MARXISTA AO PARLAMENTARISMO

ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA, AUTO-EMANCIPAÇÃO E LIMITES DO REFORMISMO

Autores

  • IRALDO ALBERTO ALVES MATIAS IFSC
  • GABRIEL FRANCO DANTAS Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Palavras-chave:

William Morris; Antiparlamentarismo; Socialismo; Marxismo; Marxismo heterodoxo.

Resumo

O presente artigo analisa a crítica de William Morris ao parlamentarismo a partir de quatro textos publicados entre 1885 e 1890: Socialism and Politics, The Policy of Abstention, The Policy of the Socialist League e Anti-Parliamentary. Partindo da reconstrução dos argumentos desenvolvidos pelo autor no contexto das disputas estratégicas do socialismo britânico da década de 1880, procura-se demonstrar que sua rejeição da ação parlamentar não decorre de uma oposição abstrata às instituições representativas, mas de uma concepção segundo a qual a emancipação da classe trabalhadora somente pode resultar de sua própria organização política e da transformação das relações sociais de produção. Argumenta-se que, para Morris, o parlamentarismo constitui um mecanismo de reprodução da sociedade capitalista ao deslocar a atividade socialista da propaganda revolucionária e da organização independente dos trabalhadores para a administração reformista dos conflitos sociais. Conclui-se que sua crítica ultrapassa uma controvérsia circunstancial do socialismo britânico oitocentista e constitui uma reflexão relevante acerca das relações entre representação política, reforma social e auto-emancipação da classe trabalhadora.

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Publicado

2026-07-24

Como Citar

ALBERTO ALVES MATIAS, I., & FRANCO DANTAS, G. (2026). WILLIAM MORRIS E A CRÍTICA MARXISTA AO PARLAMENTARISMO : ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA, AUTO-EMANCIPAÇÃO E LIMITES DO REFORMISMO . Revista Despierta - Sociedade, Cultura E Contestação Social, 13(19). Recuperado de https://redelp.net/index.php/rd/article/view/1761